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O habeas corpus das algemas

O senador Pedro Simon (PMDB-RS), usou a tribuna do Senado para dizer da sua perplexidade com o habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal ao ex-banqueiro Salvatore Cacciola. "Já ouvi falar de tudo neste país, menos desse tal habeas corpus das algemas", bradou Simon.

Segundo ele, a decisão do STF é inédita. Confesso que nunca havia ouvido falar nesse tipo de habeas corpus. "Agora, qualquer um poderá obter uma habeas corpus preventivo para não ser algemado. Menos, é claro, os ladrões de galinhas", vaticinou.

Em seu pronunciamento divulgado pelo site do Senado Federal, Pedro Simon disse concordar em discutir alterações na legislação sobre poder público e abuso de autoridade, mas considerou que o tema deve ser debatido na hora adequada, com ampla participação do Congresso Nacional, e não a partir do momento da prisão do banqueiro Daniel Dantas, dono do banco Opportunity, pela Polícia Federal.

Não gostei quando o presidente do Supremo [Tribunal Federal] e o presidente do Senado disseram que chegaram a entendimento e que haverão de promover, e virá a esta Casa, uma modificação da lei no sentido de revisar a legislação sobre responsabilidade do poder público e abuso de autoridade. Não creio nem que o presidente do Supremo tenha pedido e nem que o presidente Lula tenha sugerido que isso seja feito por medida provisória. Essa é uma discussão a ser feita nesta Casa, se convocada - afirmou.

Simon lembrou que discussões sobre o limite na atuação de autoridades também foram mantidas no governo de Fernando Henrique Cardoso, por ocasião da tramitação da Lei da Mordaça, que impedia a divulgação de dados sobre processos que correm em segredo de justiça por promotores, delegados e imprensa. O senador destacou que a proposta foi aprovada pela Câmara e rejeitada pelo Senado.

E fiquei muito contente que tenha caído no Senado. Agora, querem discutir essa matéria. Nós, que viemos da ditadura, estamos acostumados a saber o que é abuso de autoridade. Agora que o regime é democrático, estamos sabendo o que é abuso de autoridade nas vilas, nas favelas, nos bairros pobres. Mas estamos passando a discutir o abuso de autoridade quando se prendeu um banqueiro e quando esse banqueiro apareceu na televisão de mãos algemadas - afirmou.

O senador pelo Rio Grande do Sul disse que gostou de ver a prisão de Dantas pela TV, mas opinou que o banqueiro não precisava ser algemado. Simon disse que a publicidade dada pela mídia ao caso deve ser discutida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, embora outros episódios de violência, como a morte da menina Isabella Nardoni, em São Paulo, não tenha provocado tanta repercussão no Judiciário, segundo ele.

Eu vim várias vezes a esta tribuna achando que havia um exagero, mas nem o presidente do Supremo nem ninguém se lembrou de dizer que estava havendo um excesso. Esse caso do banqueiro é discutível, porque não sei se a imprensa fez aquilo para fazer carnaval - eu acho que está errado, não deveria ter feito - ou pelo excesso da excepcionalidade. Como nunca no Brasil banqueiro foi preso, como nunca no Brasil banqueiro foi algemado, era um fato inusitado, era notícia, era importante. Mas sou contra - afirmou.



Escrito por Antonio Marcos às 11h26
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Ney e as eleições

Há quem diga que do lado que "pender" o ex-senador Ney Suassuna não fará nenhuma diferença. Se for assim, o candidato do PSDB, Rômulo Gouveia não acrescentou em nada sua campanha. Mas isso, é o que vamos ver.

Traição

Falar em Ney, desde que perdeu as eleições ele não tem falado em outra coisa, senão o fato de haver sido traído. Só que quem ganhou o pleito foi o hoje senador Cícero Lucena. Daí vem a pergunta: será se o grupo Maranhista estava pedindo voto para Cícero?

A metade

Segundo os analistas políticos campinenses, a tendência nessas eleições é a de que menos da metade dos atuais vereadores que compõem a Casa de Félix Araújo serão reeleitos.

Cassação

Pela batida do bombo, o governador Cássio Cunha Lima só deixará mesmo o Governo do Estado quando acabar o mandato, para tristeza dos maranhistas.

Ordem de serviço

O reitor Thompson Mariz assinou, recentemente, Ordem de Serviço para construção dos dois primeiros prédios do novo Campus de Sousa. Em Pombal também será edificados três novos edifícios: garagem, setor de manutenção e uma central de aulas. Ele aproveitou a viagem ao sertão para fiscalizar obras nos campi de Cajazeiras e Patos.

Articulação 1

Enquanto isso no Campus de Campina Grande começa as articulações para a formação de uma chapa oposicionista, que tem sob o comando o ex-presidente da Associação dos Docentes, Amaury Fragoso. A última reunião ocorreu no dia 1º, no Bloco AB, vizinho à Reitoria. Tudo muito transparente.

Articulação 2

Do mesmo modo, tem se intensificado as articulações por parte dos componentes da chapa de Situação que objetiva reeleger o atual reitor, Thompson Mariz.

Posicionamento

Em meio às especulações há quem indague qual será a posição do professor Josevaldo Cunha, atual presidente da Associação dos Docentes. Cunha, como é mais conhecido no meio universitário, era até o ano passado, o Ouvidor da UFCG.

Estréia

O Treze Futebol Clube estréia perdendo na Série C. Perdeu para um time que tem apenas quatro anos de fundação. Já o Campinense soube honrar a camisa com uma vitória diante do Santa Cruz de Recife.

Buraqueira

Não se percorre um metro nas ruas de Campina Grande que não seja se livrando da buracaria. A chuva é quem paga o pato.



Escrito por Antonio Marcos às 11h46
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A proibição das fogueiras

Com todo o respeito ao Ministério Público Estadual, na pessoa do promotor José Eulâmpio Duarte e a direção da Sudema, considero uma besteira a proibição da queima de fogueiras no âmbito do território paraibano.

Afinal de contas, a queima de fogueiras é tradição nordestina. E tradição não se acaba com determinações do gênero. Não estou falando por mim, não faço fogueira, mas por pessoas tradicionais que durante toda a sua vida comemora São João assando milho e se esquentando junto a uma fogueira.

Essa história de dizer que a fumaça das fogueiras transmite doenças é pura balela. Não conheço ninguém que morreu com problemas respiratórios em razão desta fumaça.

Estão até dizendo que as aviações aéreas estão ameaçando não voar no espaço aéreo de Campina Grande no período junino se as fogueiras forem acesas. Me poupem.

Em se tratando de poluição ambiental, que se constitui em um dos argumentos para a proibição da queima de fogueiras, existem males maiores que as autoridades constituídas nunca resolveram. Um pequeno exemplo: a poluição sonora. Sabe aqueles carrinhos que são utilizados para vender CDs? Pense numa agonia.

Resumindo só sou contra a queima de fogueiras se forem utilizadas lenha das nossas poucas matas. Mais de algaroba? vontade.

A dinâmica da política

Fiquei impressionado com as críticas feitas a Robson Dutra pelo fato de ter optado pelo grupo do prefeito Veneziano Vital do Rêgo. E é só ele que muda de partido e de grupo político na Paraíba? Esquecem por exemplo de Enivaldo Ribeiro, um dos pouco "adversários" do grupo Cunha Lima que num abrir e fechar de olhos aliou-se aos Cunha Lima. E porque não lembrar também do grupo Cunha Lima que recebeu Wilson Braga em seu "seio" depois de tantos anos de contenda? E a ex-prefeita Cozete Barbosa que passou 20 anos criticando Cássio? Ah, ia me esquecendo: o atual vice-prefeito já foi da confiança do grupo Cunha Lima. Olha aonde ele está hoje. Dito isto, aquele que não já usou desta prática jogue a primeira pedra.

Eleição/UFCG

Acaba de sair o calendário para o processo eleitoral de Reitor e Vice-Reitor da UFCG. As inscrições estão marcadas para 29 de 09 a 03.10.2008. Já a campanha tem início do dia 08.10 a 31.10. O primeiro turno será no dia 05.11 e o segundo no dia 19 de novembro.

Audiência 1

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou nesta quinta-feira, 12, a primeira audiência pública para discutir as prioridades e metas contidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2009. A reunião ocorreu no Plenário da Casa, segundo informações do presidente da Comissão de Finanças, vereador Renato Feliciano.

Audiência 2

Foram discutidas as metas e prioridades para as secretarias de Administração, Finanças, Ipsem, Gabinete do Prefeito e Procuradoria. No próximo dia 16, será realizada audiência com os representantes das secretarias de Planejamento, obras e Serviços Urbanos, Assistência Social, Urbema e STTP. Já a previsão orçamentária das secretarias de Educação, Saúde, Desenvolvimento Econômico a Amde, será discutida na audiência pública que está marcada para o dia 17, também no plenário da Câmara Municipal.



Escrito por Antonio Marcos às 10h32
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Jornalismo marrom

Já se tornou comum a intervenção de colegas de profissão no afã de agradar o político do seu "coração" fazer perguntas que não constam em nenhum manual de jornalismo.

Esse tipo de estupidez se dá notadamente em entrevistas coletivas. Existem alguns colegas que simplesmente são ridículos. Muitos são capazes de fazer a pergunta ao entrevistado e em seguida responder, tal a subserviência.

Esses fatos estão cada vez se tornando mais comuns na atual conjuntura política paraibana, em especial, no âmbito de Campina Grande.

Neste sentido, qualquer ouvinte, telespectador ou leitor observador, é capaz de identificar em uma entrevista, se o jornalista "torce" por Cássio ou Veneziano. Outro dia ouvi quando o próprio entrevistado ao ser abordado sobre algo óbvio foi curto e grosso ao treplicar ao repórter: "você mesmo já respondeu a sua pergunta". O pior dessa história é que o repórter se fez de desentendido.

E assim caminha o jornalismo provinciano do nosso Estado. Atualmente, não é apenas o repórter que é identificado por defender este ou aquele político. Hoje é possível identificar esta ou aquela empresa que "torce" pelo amarelo ou o laranja, o que deixa, infelizmente, o nosso jornalismo cada vez marrom.

Edital

Uma comissão composta por pelo Colegiado Pleno da UFCG está elaborando o edital que ditará as normas para a eleição de reitor na instituição. A eleição deverá ocorrer no próximo mês de novembro. O atual reitor, Thompson Mariz, é candidato à reeleição.

Aumento

O número de vereadores de Campina Grande deverá aumentar de 16 para 23 nas próximas eleições. Estima-se que pelo menos 50% dos atuais parlamentares não retornarão a Câmara em janeiro de 2009.

Candidato

O professor universitário João Rodrigues informou a Coluna que será candidato a prefeito de Campina Grande nas próximas eleições.

Fantasma

Pela batida do bombo, a menina Isabela foi jogada do prédio onde morava por um fantasma, já que os principais acusados juram inocência de pés-juntos.

Momento junino

Não podia ser pior escolhido o local (Sítio São João) onde começou a ser gravado o programa "Momento Junino" levado ao ar pela TV Borborema. Não pelo Sítio, mas sim por conta do entrevero político envolvendo o organizador, vereador João Dantas e o prefeito Veneziano Vital do Rêgo. Ou seja, o programa, no mínimo, só será prestigiado por partidários da cor amarela. Pode?



Escrito por Antonio Marcos às 11h57
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Doença contagiosa

Se a corrupção fosse uma doença, estaria entre as mais contagiosas, tal o número de pessoas, notadamente políticos, que já se contaminaram. Até gente que colocaríamos a "mão no fogo" pela sua integridade.

O último caso de repercussão nacional , é o do paraibano Lindberg Farias, o ex-líder estudantil que incentivou e comandou os chamados "caras pintadas" a pedir o impeachment do ex-presidente da República Fernando Collor de Melo.

Pois é. O ex-líder estudantil que orgulhou a Paraíba no passado, atualmente prefeito de Nova Iguaçu (RJ) é acusado de corrupção pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro e Ministério Público Federal. Lindberg foi denunciado de juntamente com a esposa desviar recursos públicos.

O Lada 1

"Enganado" pelo então Presidente da República, Fernando Collor de Melo, que cismou de importar carros russos para o Brasil, alegando que os veículos brasileiros não passavam de "carroças", o promotor Agnello Amorim, adquiriu um Lada (um Jeep), para esnobar nas ruas de Campina Grande.

O Lada 2

Passados alguns dias Agnello descobriu que o carro russo não passava de uma carroça de ferro velho, e passou a não dá-lo mais importância. Até que tentou trocá-lo, mas nenhuma concessionária aceitou. Um dia deixou o carro numa nas avenidas da cidade, e ao retornar teve uma surpresa: o veículo havia sido roubado.

O Lada 3

Ao invés de se dirigir a uma delegacia de polícia e prestar queixa do roubo, Agnello seguiu para o prédio onde funcionava o Diário da Borborema, e tacou um anúncio: "ladrão, faça-me um favor, venha buscar os documentos do carro".

Mesma mesa

Não coloque o vereador Paulo de Tarso e Daniela Ribeiro na mesma mesa. O problema é que com a desistência de Daniela para a disputa da Prefeitura de Campina, Paulo que disputaria pelo PP, praticamente sozinho e tinha muitas chances de ser reeleito, irá disputar os votos com a filha de Enivaldo.

Vergonha

Nessa briga política envolvendo a Câmara de Vereadores e a Prefeitura de Campina Grande só quem perde é o povo. É uma insensatez que ultrapassa qualquer limite. Uma vergonha!

Arthur

O presidente da Assembléia Legislativa, Arthur Cunha Lima, faz mais "sucesso" na Câmara de Vereadores de Campina Grande do que mesmo na AL, aonde sua atuação é tida como desastrosa.

Sensatez

Sensata mesmo, foi a decisão do advogado Vital do Rêgo ao aceitar o convite do filho Veneziano, para assumir uma Secretaria no governo municipal.



Escrito por Antonio Marcos às 10h02
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A crise na saúde

A gente ouve muito falar sobre a crise na saúde brasileira. É só ligar a TV ou abrir o jornal. Mas só sabemos o que é crise mesmo quando se sente na pele. Pois é. Esta semana, senti na pele. Cheguei em casa e minha filha de 8 anos se encontrava com o rosto inchado. Reclamava que doía muito. Na verdade, chorava de dor.

Imediatamente coloquei-a no carro e levei-a para o Hospital da Clipse. Antes de mais nada, aviso, só tenho convênio com o SUS - Sistema Único de Saúde. Pois bem. Ao chegarmos no local de atendimento, eu e a mãe dela, fomos informados, que naquele momento, não existia um pediatra no hospital, muito menos, um clínico geral.

Informado sobre o fato, coloquei mais uma vez minha filha no carro e fui à procura de outro hospital. Rumei para o Antonio Targino, e lá, chegando, fui cientificado pela funcionária da emergência, que na naquele instante havia apenas um médico de plantão, um cirurgião, que se encontrava no momento, realizando uma cirurgia.

Ao ouvir pela segunda vez que em dois hospitais de Campina Grande, não havia um só médico para atender a minha filha, cujos olhos lacrimejavam tal a dor da inchação, pensei em armar um barraco. Mas, desisti. Afinal não ia valer a pena.

Por último, recorri ao Hospital de Emergência e Urgência de Campina Grande. quem sabe lá minha filha teria mais sorte, pensei. Mas, da mesma forma, a resposta foi igual. O médico de plantão estava operando.

Sem outra opção, recorri a um balconista de farmácia. Fiz o que a propaganda oficial desaconselha: "não tome remédios aleatoriamente, faz mal à saúde, procure um médico", é mais ou menos isso, o que a publicidade diz. Como havia procurado em vão um médico em Campina, dita por todos, ser a cidade que possui o melhor centro médico da Paraíba, fui obrigado a adquirir um remédio aleatório para aliviar a dor da minha filha. Concluo, dizendo o que todos sabem: saúde nesse país é para rico.



Escrito por Antonio Marcos às 11h40
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O Guardião

Quando se é pai necessariamente se transforma em guardião. E guardião é um título incomparável: nada mais nem menos do que tomar contar de sua prole. E se é assim, o que leva um guardião (o pai), a matar a sua própria filha? Quando se deu início a essa tragédia do caso "Isabela", eu como guardião dos meus filhos, torci para que Alexandre não fosse indiciado, ou seja, suspeito de matar a filha.

Eu, que possuo cinco filhos de duas famílias posso escrever sem medo de errar. Amo e amarei meus filhos acima de tudo, inclusive das mães deles. Alexandre, pelo visto, gostava mais da mulher com quem convive do que a filha que "ajudou" a colocar no mundo. Isabela, filha de outro, ainda estaria viva.

Posso estar errado. Sou apenas um expectador. Mas por tudo que a imprensa, baseada na polícia contou, não tenho dúvida de que Alexandre matou a filha. E matou para defender a mulher com quem dividia a cama: uma desalmada, que no alto da sua doença mental (o ciúme) esganou Isabela, sem dó nem piedade.

Alexandre, que deve ter ajudado a esganar a filha, e obrigado pela mulher, não teve contemplação em jogar a filha pelo sexto andar do prédio onde morava. Pra mim estou vendo: "Alexandre, joga, joga, ela está morta, senão vamos para a cadeia", disse a maldita.

Ele, então, acuado, não hesitou, e fez o que a desgraçada mandou. Isabela, ainda pediu para ele "parar". Não logrou êxito. Foi assassinada à sangue frio pelo filho da p... que infelizmente foi vir a ser o seu pai. Que infelicidade!

Vou terminar. É apenas um desabafo de um guardião. Um guardião dos meus filhos.

Nixon

Uma leitora entrou no blog para ensinar o nome do ex-presidente americano Nixon. Ela me criticou porque ignorei o Richard. Já pensou se ela for dá lições nos jornalistas que só tratam o presidente brasileiro por Lula. Ou o atual presidente americano por Bush? Me poupe.



Escrito por Antonio Marcos às 10h40
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Soletrando

O ensino público municipal e estadual é tão ruim, que é só um aluno aprender a soletrar para ser considerado bom. Que mentira.

O ensino público não é bom porque falta estímulo e condições de trabalho aos professores. Como um professor pode ser bom com o salário miserável que recebe? E ainda por cima sem possuir material didático e ilustrativo para colocar em prática na sala de aula? Impossível.

Aquele programa da Globo, sem querer, tem uma utilidade: mostrar ao país que o ensino brasileiro não presta. Afinal de contas um garoto ou garota na faixa etária de 10 a 14 anos, que residisse em um país de vergonha não precisava passar pelo vexame de mostrar que com essa idade já sabe soletrar.

Ora meus amigos, já houve época em que nesse mesmo país crianças com essa faixa etária não sabia apenas soletrar, mas escrever um texto inteiro. Basta perguntar a antigos ex-alunos do Colégio Estadual da Prata ou Liceu Paraibano. Tenho dito!

Sacrifício

O ex-deputado Enivaldo Ribeiro deveria fazer uma reflexão, e não colocar a filha no sacrifício de ser candidata a prefeita de Campina Grande. Afinal de contas quem tinha voto na cidade era ele. Eu jamais faria isso com uma filha.

Tese

O vereador Renato Feliciano defende meia passagem nos coletivos para todos aos domingos. Segundo ele, com a medida haveria um maior entrelaçamento entre o povo de Campina que poderia circular mais pela cidade. É cada tese...

Nepotismo

Tramita na Câmara Projeto de Lei do vereador Paulo de Tarso, que proíbe o nepotismo dentro da Prefeitura Municipal. Parece até ele já previa o convite do prefeito Veneziano ao pai Vital do Rêgo para assumir uma Secretaria no município.

Eleição 1

A Associação dos Docentes da UFCG já está debatendo as eleições para a reitoria da instituição. O atual reitor, Thompson Mariz é candidato à reeleição.

Eleição 2

O jornalista Carlos Leão, um dos componentes da Assessoria de Comunicação da UFCG é candidato ao Conselho Consultivo da GEAP. Ele encabeça a Chapa 2 (Renovação) e tem como companheiro o servidor público Cândido Filho. O pleito ocorrerá no dia 13 de maio. Leão garante lutar pelos geapianos junto ao órgão, notadamente com relação ao aumento de médicos conveniados e a volta de um Posto da entidade em Campina Grande, já que atualmente, todos os assistidos são obrigados a recorrer à sede em João Pessoa.



Escrito por Antonio Marcos às 14h34
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Intelectuais de meia tigela

Convivo no meio universitário há bastante tempo. Por isso tenho autoridade de "cátedra" para falar sobre "intelectuais" de "meia tigela". Principalmente aqueles, que por acaso, assumem chefias departamentais ou coisa parecida.

Os caras são terríveis. Outro dia, faz pelo menos 20 anos, era secretário de um Departamento do campus II da UFPB, hoje UFCG. O chefe, um intelectual de "meia tigela, exigia que o chamasse de "doutor". E olha que o camarada, nem PHD era. Possuía um diploma de "mestre". Mesmo assim, fruto de uma tese cujo teor (umas 100 páginas) toda copiada (bibliografada) de Marx. Aquele alemão que até hoje é cultuado por esses pseudos intelectuais.

Muito bem. Quem me conhece, sabe, não nasci para ser vassalo de ninguém, muito menos garçom (com todo o respeito à categoria). Pois é. Recém-empossado no cargo de chefe, o fulano não gostou, quando o tratei como professor, e dedo em riste, exigiu que o tratasse como doutor. Eu, que nunca tive medo de cara feia, repliquei, que a partir daquele momento iria tratá-lo apenas pelo nome, ao mesmo tempo em que entreguei o cargo.

Pois é, entreguei o cargo, mas continuei trabalhando no mesmo local. E continuei tratando-o pelo nome até o dia em que saiu da chefia. Sim, esqueci de dizer, apesar de exigir ser chamado de "doutor", o cidadão não sabia redigir um ofício circular.

Mas não são apenas professores universitários que se acham "Deuses do Olimpo". Há também funcionários. Era eu presidente da Associação dos Servidores da UFPB, quando precisei falar com o pró-reitor do campus II, professor Sebastião Vieira. Cheguei no gabinete e pedi para a secretária falar com Sebastião (eu tinha intimidade com ele e por isso tratei-o pelo nome). A secretária, então respondeu: "você quer falar com professor Sebastião?". Repliquei: "não, quero falar com Bastião". Dito isto, abri a porta do gabinete e entrei.

É assim, poderia enumerar vários exemplos desses intelectuais de meia tigela, que apenas porque copiaram Marx ou outros filósofos do século XIV, exigem serem chamados de "doutor". Comigo, não. Ah! ia esquecendo. O tempo passou, estamos no Século XXI, e a história no meio universitário continua na mesmice.



Escrito por Antonio Marcos às 11h59
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A Manzuá já era

Se tem um gasto no Governo do Estado que não tem mais sentido é a instalação dos postos da Operação Manzuá. Idealizada no Governo Burity, a operação policial tinha como objetivo guarnecer os quatro cantos do Estado contra a criminalidade. No início até que deu certo. Hoje, portanto, não serve para nada, a não ser para extorsão.

A maioria dos policiais escalados para trabalhar na Manzuá, estão ali, não para coibir a criminalidade. Estão para "pedir" dinheiro aos motoristas. É algo nauseabundo. A "cantada" começa pela abordagem policial.

Ao invés do policial mandar para o veículo e solicitar a identificação do carro e do motorista, o cara pergunta para onde o condutor se dirige. "Está indo para onde?", como se o destino do motorista fosse algo importante.

O problema é que o policial está mais interessado em receber uma propina do que saber se o carro é roubado ou não. Ou se o motorista está levando na mala cocaína ou contrabando. Para eles tanto faz. Diante do exposto, entendo, que essa Manzuá é uma piada.

Constrangedor 1

Sob todos os aspectos a participação do vice-prefeito de Campina Grande e jornalista José Luiz Júnior, nesta quarta(16) no programa Correio Debate, ocasião em que estava sendo entrevistado o deputado federal e candidato a prefeito de Campina, Rômulo Gouveia.

Constrangedor 2

Rômulo que havia sido convidado pela equipe do programa para falar sobre as suas atividades administrativas no Governo do Estado e sobre política, encontrou pela frente o político e não o jornalista José Luiz.

Constrangedor 3

José Luiz simplesmente constrangeu o entrevistado. Ao invés de se conduzir como jornalista, o vice-prefeito de Campina passou a debater com Rômulo, como se lá estivesse o prefeito Veneziano. Ora, eu no lugar de Zé, sequer estaria no estúdio. Afinal de contas, Rômulo, enquanto candidato da oposição não iria jogar flores na administração municipal. Todos sabiam disso. Menos Zé.

Constrangedor 4

Os ânimos esquentaram tanto, que um dos âncoras do programa, Rui, foi obrigado a pedir a Zé Luiz que se limitasse à sua condição de jornalista e não como adversário do entrevistado. Bem feito!

Emendas

Ao responder a uma pergunta do secretário de Articulação Política do Município Alex Azevedo do porquê de não ter destinado emendas para a Prefeitura de Campina Grande, Rômulo disse que Alex estava desinformado, pois havia destinado verbas para o Hospital da Fap, Hospital Robson Dutra Segundo, Apae e outras instituições da cidade. Só não havia destinado verbas para a Prefeitura porque não confiava no prefeito Veneziano. Pode?



Escrito por Antonio Marcos às 11h06
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Segredo de justiça?

Não quero entrar no mérito desta "briga" entre o Governo do Estado e o Correio da Paraíba. Quero falar sobre segredo de justiça em relação à imprensa.

Comecemos a polêmica pelos Estados Unidos, notadamente o caso Watergater, onde um jornalista teve acesso a segredos de Estado guardados a sete chaves pelo FBI, e que acabou derrubando o presidente americano Henry Ford. Lá, nenhuma autoridade judiciária ousou censurar o jornalista, muito menos o jornal que publico.

Mesmo no Brasil, não faltam exemplos de "segredos de justiça", que chegaram ao conhecimento da imprensa antes de serem "deliberados" pela justiça.

Casos como o Mensalão, Sanguessugas, Os Anões, e o mais "quentinho" o tal dos Cartões Corporativos. Todos eles, sem exceção, vieram à tona ao conhecimento público através da imprensa. E é assim que as coisas funcionam em um Estado democrático.

No caso da Paraíba, as coisas não poderiam ser diferentes. Afinal, queiram ou não os "neonazistas", nosso estado faz parte da República Federativa do Brasil.

Entretanto, apesar de não querer entrar no mérito da "briga" acima citada, há de se perguntar se o Correio da Paraíba, com toda a sua diligência, teria divulgado o caso Concord, fosse a sua linha editorial ajustada com o atual governador? Da mesma forma há, de se fazer a mesma pergunta aos outros matutinos: Se não fossem afinados com Cássio teriam ou não copiado o Correio?

Apelo

O vocalista principal da banda "Cavaleiros do Forró", passou dos limites ao apelar para a sexualidade no corredor da folia. O apelo foi no momento em deu início a uma sessão de striptease. Primeiro, tirou a camisa, ficou dançando eroticamente e em seguida abriu o zíper e deixou à mostra a cueca.

Segurança

A segurança pública foi bastante reforçada através da Polícia Militar. A cavalaria da corporação também estava presente. Não houve informações de casos de violência.

Plano Diretor

O reitor da UFCG Thompson Mariz participa hoje (11) do lançamento do Plano Diretor do Insa (Instituto Nacional do Semi-Árido) em Recife (PE). Embora o órgão esteja instalado em Campina Grande, o reitor entende que muitas demandas que recaem para UFCG devem ser direcionadas ao Instituto. Ele acha que o Insa deve avançar mais na capacitação de recursos, pois de gestão anda bem assistido.



Escrito por Antonio Marcos às 12h22
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Voltei

Tentei viver sem a mania de escrever minhas mal traçadas linhas. Achava que de uma hora para outra poderia me transformar em um pequeno agricultor. Não deu. Quem nasce para cangalha não se acostuma montar em cela. Volto no meu estilo. Fazendo jornalismo de verdade, doa a quem doer.

Nesse meio tempo, apesar de estar fora do ramo, acompanhei os fatos políticos, econômicos e sociais da Paraíba. Posso dizer que está tudo igual como antes.

Notadamente no que diz respeito às picuinhas políticas. Nada mudou.

Vou dizer o que acho, por exemplo, desta suposta denúncia do Ministério Público contra o prefeito Veneziano Vital do Rego. Acho que tem muita gente querendo faturar politicamente. E também opinar sobre este escândalo divulgado através de relatório da Polícia Federal sobre o caso da Cehap e outras coisas mais envolvendo o Governo do Estado. A história não é "trancoso" não. Muito há o que explicar.

Além disso vou adentrar nas entranhas da Câmara de Vereadores de Campina Grande. Há muito o que dizer. Até logo mais.

Micarande

Os vereadores campinenses já estão em ritmo de Micarande. Para variar nesta quarta-feira (9) não houve quorum. Deveriam estar guardando as forças para o bloco das ¨Virgens". E haja folia.

Análise 1

Um "cientista político" ligado ao grupo do prefeito Veneziano Vital do Rêgo fez algumas observações sobre o próximo pleito. Segundo ele há muitas variantes a se analisar.

Análise 2

Segundo o "cientista" a eleição deve passar por aspectos importantes. O primeiro é saber se aqueles "eleitores" que apoiaram Veneziano no pleito passado, e que não receberam cargos públicos, não guardaram mágoas, e agora queiram dá o troco.

Análise 3

Do mesmo modo, há de se pensar nos "eleitores do grupo Cunha Lima, que foram demitidos sumariamente dos quadros do Estado (cerca de 7 mil). A pergunta que se faz é: será se eles entenderam as razões do governador para demiti-los, ou se irão à forra nas próximas eleições.

Análise 4

Outro ponto que o "cientista" coloca é com relação a possibilidade de o governador Cássio vir a ser cassado. Para ele, se isto vier a ocorrer, Cássio irá com certeza tentar sensibilizar o eleitorado a votar em Rômulo com a justificativa de que a sua cassação foi injusta, e com isso levantar polêmica. Resta esperar para ver.

Análise 5

Por fim o "cientista" crer que os eleitores neutros é que serão o fiel da balança em favor da eleição de Veneziano. Segundo ele, esses eleitores não têm como não dizer que o prefeito está fazendo bem o seu feijão com arroz. Veremos.



Escrito por antoniomarcoscg às 08h00
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